Abuso de autoridade: Presidente do Sintricom é preso por se reunir em assembleia com os trabalhadores

PM impediu o Sindicato de deliberar pauta que tratava da data-base da categoria. Desde terça-feira (27) os trabalhadores estão em greve porque a empreiteira Engecampo se recusa a assinar o acordo coletivo

 

 

Na manhã desta quinta-feira (29), o presidente do SINTRICOM, Ivam Rodrigues, foi preso pela Polícia Militar durante uma assembleia com os trabalhadores da UTGCA, Unidade de Tratamento de Gás da Petrobrás, em Caraguatatuba.
“O policiamento militar compareceu ao local e, no momento da assembleia, por volta das 9h, tentaram forçar a barra para que alguns trabalhadores voltassem a trabalhar mesmo contra a vontade deles. Aí acabou gerando um tumulto e conflito de interesses entre o Sindicato e a empreiteira”, explicou o advogado do Sintricom, Edir Francisco Soares.
O Sindicato tem cobrado da ENGECOMPO, empreiteira prestadora de serviços da Petrobrás, o cumprimento da cláusula de contratação de mão de obra local e a manutenção dos direitos trabalhistas. A empresa também tem se recusado a assinar o acordo coletivo e ameaça reduzir o salário dos trabalhadores.
A paralisação ocorre desde terça-feira (27), dentro da legalidade, inclusive com comunicação à empresa com 48 horas de antecedência. O Sindicato tomará todas as medidas cabíveis contra a atitude autoritária e, na próxima segunda-feira (2), representantes da entidade retornarão à porta da empreiteira para retomar a pauta.
“Vamos entrar com processo contra a Polícia Militar, com representação junto à corregedoria da instituição e com ação civil pública pedindo para que o Estado garanta o direito constitucional à greve e reunião de trabalhadores. Esse não é um ato isolado do Estado contra o sindicato da construção civil, é um atentado contra os direitos da classe trabalhadora”, concluiu o advogado Edir Francisco Soares.

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