SINTRICOM continua a paralisação de trabalhadores da RECON

A diretoria do SINTRICOM voltou hoje a Cambury (São Sebastião) para fiscalizar os trabalhos na obra presidida pela empresa RECON, aonde foram identificadas irregularidades.

Após uma ardua luta por parte do sindicato para trazer melhores condições para os trabalhadores que estavam em condições deploráveis, a empresa assegurou que resolveria a situação, dando aos funcionários um alojamento digno, EPI (Equipamento de Proteção Individual) e o acerto dos pagamentos atrasados de Novembro, Dezembro e Janeiro. O Sindicato notou que eles foram hospedados em uma casa e receberam capacete e botas de segurança, mas o restante continua irregular, oferecendo alta periculosidade aos trabalhadores, além de alguns não terem o registro da Carteira de Trabalho regularizado. Por isso a orientação do Vice-Presidente do SINTRICOM, João Paulo Pereira da Silva (JP) é que os trabalhadores continuem paralisados até que a empresa resolva o restante das irregularidades.

O SINTRICOM se reuniu na sexta-feira (2/03) com alguns dos trabalhadores de São Sebastião para o pagamento da verba rescisória. Os 5 trabalhadores, que foram contratados pela empresa RECON, estavam com pagamentos pendentes após a rescisão, mesmo com o cumprimento do aviso prévio. O sindicato fez a negociação com a empresa, que acertou a inadimplência com os ex-funcionários.

Relembre a história

A diretoria do SINTRICOM esteve no dia 02/02 fiscalizando uma obra em Cambury, São Sebastião (Litoral Norte de SP), aonde trabalhadores da empresa RECON estão vivendo em condições precárias.

O andamento das obras de um condomínio está sendo realizada por trabalhadores não registrados pela empresa, os quais estão alojados na própria construção, em condições sub humanas, análogas à escravidão. Os diretores do sindicato conversaram com as pessoas, que mostraram as péssimas condições de moradia, estruturas suscetíveis para doenças, risco de eletrocussão, alagamento e pragas urbanas. Os trabalhadores são obrigados a dormir e conviver em alojamentos minúsculos, aonde mantém seus alimentos e utensílios, inclusive botijões de gás que oferecem risco de explosão, numa situação deplorável. Durante a fiscalização foi notado que alguns trabalhadores vem de estados da região Nordeste do país, como Piauí e Bahia, outros vêm de São Paulo.

O sindicato levou integrantes do Ministério do Trabalho para a fiscalização na obra no dia 26/03.

O Vice-Presidente do sindicato João Paulo Pereira da Silva (JP) documentou a ação no dia 22 e 23 de fevereiro, notando que desde a primeira fiscalização nada havia mudado por parte da empresa, que manteve seus funcionários vivendo sem o básico para uma sobrevivência saudável, além da situação salarial, que está 3 meses atrasado, numa condição análoga a escravidão, mesmo após a denúncia ter sido de conhecimento no Vale do Paraíba e Região através do Jornal O Vale.

Os fiscais do Ministério do Trabalho conversaram com os trabalhadores, perguntando sobre a empresa, os alojamentos e a condição dos terceirizados. A situação foi levada para averiguação enquanto o Sintricom media a situação.

Após a intervenção do Sintricom, a empresa se posicionou afirmando que alugará uma casa para que os trabalhadores se hospedem, deixando assim de viver no alojamento precário. Os diretores do sindicato estão neste momento negociando com a empresa sobre os pagamentos atrasados, para que seja feita a justiça a esses trabalhadores.

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