SINTRICOM retorna a obra em São Sebastião com trabalhadores vivendo em condições sub-humanas

A diretoria do SINTRICOM voltou nesta segunda-feira na obra de Cambury, São Sebastião, aonde trabalhadores da empresa RECON estavam vivendo em condições sub-humanas. O sindicato levou integrantes do Ministério do Trabalho para a fiscalização.

O Vice-Presidente do sindicato João Paulo Pereira da Silva (JP) documentou a ação no dia 22 e 23 de fevereiro, notando que desde a primeira fiscalização nada havia mudado por parte da empresa, que manteve seus funcionários vivendo sem o básico para uma sobrevivência saudável, além da situação salarial, que está 3 meses atrasado, numa condição análoga a escravidão, mesmo após a denúncia ter sido de conhecimento no Vale do Paraíba e Região através do Jornal O Vale.

Os fiscais do Ministério do Trabalho conversaram com os trabalhadores, perguntando sobre a empresa, os alojamentos e a condição dos terceirizados. A situação foi levada para averiguação enquanto o Sintricom media a situação.

Após a intervenção do Sintricom na ultima quinta-feira, a empresa se posicionou afirmando que alugará uma casa para que os trabalhadores se hospedem, deixando assim de viver no alojamento precário. Os diretores do sindicato estão neste momento negociando com a empresa sobre os pagamentos atrasados, para que seja feita a justiça a esses trabalhadores.

Relembre a história

A diretoria do SINTRICOM esteve no dia 02/02 fiscalizando uma obra em Cambury, São Sebastião (Litoral Norte de SP), aonde trabalhadores da empresa RECON estão vivendo em condições precárias.

O andamento das obras de um condomínio está sendo realizada por trabalhadores não registrados pela empresa, os quais estão alojados na própria construção, em condições sub humanas, análogas à escravidão. Os diretores do sindicato conversaram com as pessoas, que mostraram as péssimas condições de moradia, estruturas suscetíveis para doenças, risco de eletrocussão, alagamento e pragas urbanas. Os trabalhadores são obrigados a dormir e conviver em alojamentos minúsculos, aonde mantém seus alimentos e utensílios, inclusive botijões de gás que oferecem risco de explosão, numa situação deplorável. Durante a fiscalização foi notado que alguns trabalhadores vem de estados da região Nordeste do país, como Piauí e Bahia, outros vêm de São Paulo.

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