Coronavírus: SINTRICOM exige das terceirizadas da Petrobras, das empresas da construção civil e todos os demais segmentos da categoria a suspensão por 15 dias das atividades de trabalho

Várias medidas de segurança e precaução estão sendo tomadas pelo país para impedir que o coronavírus se espalhe ainda mais. Já há mais de 200 casos de pessoas infectadas com esse vírus no Brasil. Do total, 136 apenas no estado de São Paulo. No Vale do Paraíba, há 49 casos suspeitos sem nenhuma confirmação ainda. Escolas e universidades já tiveram as aulas suspensas para garantir a segurança de crianças, adolescentes e de trabalhadores. A suspensão das aulas é uma orientação do Governo Estadual de SP.

Até o momento, nenhuma das empresas se manifestaram com planos de segurança e medidas de proteção. Por isso, o SINTRICOM vem, por meio desse jornal, exigir que todas as empresas da categoria suspendam os trabalhos por 15 dias sem nenhum prejuízo financeiro aos trabalhadores.

De acordo com a AgênciaBrasil, a Petrobras “também colocou em teletrabalho as pessoas do grupo de risco, como os maiores de 65 anos, que tenha doença pulmonar obstrutiva crônica, baixa imunidade, insuficiência renal crônica ou tenha feito transplante de órgãos. Nas cidades que tiveram aulas suspensas, os pais e mães de crianças em idade escolar também poderão fazer home office, em acordo com as chefias”.

O SINTRICOM concorda que medidas de segurança devem ser tomadas por TODAS as empresas imediatamente para proteger vidas. Isso é urgente! E deve valer para todos os trabalhadores: das indústrias da construção civil, pequena e grandes estruturas; das indústrias de material de construção (cerâmicas, mármores e granito, pinturas, decorações, ornamentos de cimento e fábrica de blocos, cal e gesso, tijolos refratários, cimento armado, pré-moldados e madeireiras; construção de estradas, pavimentação, obras de terraplenagem em geral, transmissão de cabos em geral, barragens, aeroportos, canais, pontes, viadutos e construção pesada; das indústrias de serrarias, carpintarias, artefatos de madeira, estofados, colchões, bancos de automóveis; das empresas de instalações elétricas em geral (predial, industrial e rede pública), montagem industrial em geral, manutenção e instalações telefônicas, telecomunicações e gás; e das empresas de tecnologia, do mobiliário e montagem industrial.

Não vamos aceitar que nenhum trabalhador fique abandonado nesse momento de calamidade pública na saúde mundial. Estamos defendendo vidas. O objetivo principal nesse momento é impedir uma contaminação ainda maior do vírus. As terceirizadas da Petrobras, as empresas da construção civil e os demais segmentos não podem mais continuar tratando os trabalhadores como se nada estivesse acontecendo. Já teve empresa que cortou o convênio médico, como o caso da Niplan, e os trabalhadores terão de enfrentar a rede pública de saúde no caso de contaminação própria ou de algum de seus familiares. E sabemos que a saúde no Brasil é um caos.

As terceirizadas da Petrobras, as empresas da construção civil e dos demais segmentos da categoria devem suspender as atividades, já que se trata de uma emergência internacional de infecção. Não é justo que os trabalhadores tenham prejuízo financeiro. Por isso, com a suspensão, todo trabalhador deve receber suas remunerações como se estivessem trabalhando normalmente. O trabalhador tem que se cuidar porque iremos para uma campanha salarial da qual precisamos do empenho de todos os trabalhadores para conquistarmos novamente os melhores reajustes.

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