Trabalhadores são espancados na REVAP

No dia 14 de agosto de 2019, trabalhadores e diretores do SINTRICOM estavam distribuindo material informativo impresso aos demais funcionários na portaria da REVAP, quando foram surpreendidos e espancados por policiais. Dois trabalhadores tiveram o braço quebrado e ferimentos pelo corpo. Um dos policiais, que estava no comando dos demais, afirmou que não havia diálogo e que qualquer reclamação deveria ser feita diretamente “ao juiz”.

A gerência da Petrobrás, junto com as chefias das empresas terceirizadas contratadas, como a Niplan, NM, Engevale, Método Potencial, Global, Falcão Bauer, entre outras, não estão respeitando o dissídio coletivo na REVAP. A cláusula da decisão judicial determina que a contratação de mão de obra na REVAP seja de 80% de efetivo residente na base territorial do SINTRICOM. As empresas não comprovam que essa cláusula sobre as novas contratações esteja sendo cumprida, pois não permitem a fiscalização do sindicato por meio do fornecimento de todo o material necessário que comprove essa questão das contratações.

Não há comprovação de que os trabalhadores contratados para a parada desse ano pelas empresas GiE, Tecnosonda, Construelos, Estrutural, e sabemos agora que também a Método Potencial, estejam, há 3 meses, recebendo o benefício do VR dobrado. Caso não estejam, é possível ainda receber esse valor de modo retroativo.

Diante dessa situação, os trabalhadores querem realizar assembleia para manifestarem democraticamente e livremente o seu descontentamento com as empresas.

 

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