Empresa Master Logic dá calote em quase 300 trabalhadores RPBC

Quase 300 trabalhadores terceirizados da Refinaria Presidente Bernardes (RPBC) em Cubatão – SP foram demitidos após 20 dias de jornada em um contrato temporário, assumido pela empresa Master Logic. Outros 400 trabalhadores nem chegaram a começar o trabalho, que deveria se estender por quase dois meses.

E, até agora, há trabalhadores que não receberam os seus direitos. A empresa prometeu que iria pagar todos os salários e benefícios. Os trabalhadores realizaram um protesto em frente à refinaria no dia 4 de julho cobrando os seus direitos. No entanto, apesar de conversas com a empresa, o salário no bolso do trabalhador até agora não caiu. Uma mentira atrás da outra.

A Comissão de Desempregados de Cubatão, junto aos Sindicatos da Construção Civil, Petroleiros e Metalúrgicos, estão apoiando o movimento desses trabalhadores e, juntos, estão cobrando não apenas o imediato pagamento, mas a absorção dos trabalhadores deixados à própria sorte pela empresa que assumirá o serviço. O SINTRICOM é solidário a esses trabalhadores e também exige providências da Petrobrás.

E a Petrobrás?

E o que a direção da Petrobrás tem feito até agora? Nada. E ela tem inteira responsabilidade sobre esta situação, pois a criminosa política de redução de custos para torna-la atrativa ao mercado tem feito com que o único critério para contratar uma empresa seja o menor valor. Depois, a conta fica cara… e quem paga é o trabalhador.

Este é o resultado do alinhamento da Petrobrás às “melhores práticas da iniciativa”. Este é o saldo da busca por se tornar “competitiva”. Zero responsabilidade social e total descaso com a situação dos trabalhadores terceirizados das empresas que ela contrata. Cobramos não apenas o imediato pagamento, mas a absorção dos trabalhadores deixados à própria sorte pela empresa que assumirá o serviço.

Petrobrás abandona trabalhadores que sofreram o calote

Em negociação com as federações de petroleiros, na dia 2 de julho de 2019, no Rio de Janeiro, os representantes da direção da Petrobrás apresentaram como a ‘solução’ da empresa para as irregularidades cometidas pelas terceirizadas: excluir do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) toda e qualquer cláusula que tenha por objetivo preservar, minimamente, os direitos dos terceirizados. Ou seja, quer lavar as mãos e entregar milhares de trabalhadores à própria sorte. Mas quem contratou essas empresas caloteiras não foi a própria Petrobrás? E agora a direção da empresa de maneira vergonhosa quer lavar as mãos e abandonar os trabalhadores.

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